Em setembro passado fizemos diversas visitas a pesquisadores que trabalham com nutrição e câncer. Alguns textos e livros começaram a surgir afirmando que carboidratos de alto índice glicêmico principalmente poderiam causar câncer. Índice glicêmico, de forma simplificada, corresponde à alteração que o carboidrato consumido ocasiona na glicemia, sendo assim, carboidrato de alto índice glicêmico provoca elevação significativa da quantidade de glicose no sangue (glicemia).
Em busca de mais informações começamos nova visita com Dra. Dominique Michaud, formada em Saúde Pública pela Harvard, foi professora associada da Harvard, foi pesquisadora do Instituto Nacional de Câncer dos EUA e hoje está no Imperial College of London.
Dra. Dominique estuda câncer, principalmente de pâncreas e consumo de carboidrato de alto índice glicêmico. Ela coloca que alguns anos atrás ela realizou estudo onde demonstrou que ratos, com câncer de pâncreas, tinham este câncer evoluído de forma mais rapidamente, quando eram mantidos sedentários e submetidos à dieta rica em carboidrato de alto índice glicêmico. No entanto, o grupo de animais que tinha câncer, comia carboidrato de alto índice glicêmico, mas era exercitado, não teve o crescimento do tumor acelerado por este tipo de carboidrato. Ela afirma que este resultado não é suficiente para dizer que o carboidrato de alto índice glicêmico provoca o crescimento de células cancerígenas, principalmente porque, segundo ela mesma, nenhum outro pesquisador foi capaz de replicar estes dados, isto é, só ela mostrou esta relação de câncer de pâncreas e carboidrato de alto índice glicêmico. Segundo a Dra. Dominique, os estudos têm demonstrado que o consumo de carboidrato só acelera o crescimento de células cancerígenas em animais, ou humanos obesos, sedentários e diabéticos.
Segundo ela, mais estudos são necessários para comprovar a relação de carboidrato e câncer de pâncreas, mas ela afirma que o carboidrato de alto índice glicêmico por si só não é capaz de iniciar o processo de formação de células cancerígenas.
http://nutritips.blog.uol.com.br/arch2010-04-11_2010-04-17.html#2010_04-12_08_56_59-144488267-0
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Algas
Dieta rica em sushi pode modificar genes da flora intestinal humana
Estudo examinou algas vermelhas 'Porphyra'
Uma dieta rica em comida japonesa, como os tradicionais sushis, pode transferir genes de bactérias marinhas para a flora intestinal humana, permitindo a absorção de nutrientes que de outra forma o corpo humano não conseguiria digerir, indica um estudo publicado na revista científica Nature.
Segundo os pesquisadores da Universidade Pierre et Marie Curie (UPMC), em Paris, ao comer as algas, as pessoas também ingerem bactérias marinhas que contêm o código genético para secretar uma enzima digestiva capaz de "quebrar" as algas em moléculas menores.
Os cientistas apontam que esses gentes são benéficos para o ser humano, porque permitem a absorção de nutrientes das algas que provavelmente não poderiam ser digeridos de outra forma.
Para os especialistas, a descoberta mostra que os alimentos e a maneira como os preparamos têm o potencial de influenciar a flora intestinal do homem.
Em outro artigo publicado na mesma edição da Nature, o microbiologista americano Justin Sonnenburg, da Universidade de Stanford, destaca que o estudo francês mostra ainda a importância de as bactérias da flora humana se adaptarem às constantes mudanças da nossa dieta e nosso ambiente.
Flora
A equipe de cientistas da UPMC, liderada por Jan-Hendrik Hehermann, conseguiu isolar uma nova enzima digestiva encontrada em bactérias que vivem nas algas vermelhas Porphyra, entre as quais está o nori, usado nos sushis.
Examinando centenas de bases de dados genéticas para tentar descobrir onde mais poderiam encontrar essa enzima, os cientistas a acharam em bactérias intestinais de um grupo de 13 japoneses.
"Cinco dessas 13 pessoas tinham este mesmo gene em sua flora intestinal. E o resto apresentou genes similares que codificam enzimas semelhantes", explicou Mirjam Czjzek, também da UPMC.
"Quando examinamos o estudo genômico da flora intestinal de um grupo de americanos, vimos que nenhum deles apresentou o mesmo gene."
Segundo Czjzek, a rota "mais provável" para as bactérias marinhas chegarem ao intestino é a ingestão das algas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100408_sushigenesml.shtml
Estudo examinou algas vermelhas 'Porphyra'
Uma dieta rica em comida japonesa, como os tradicionais sushis, pode transferir genes de bactérias marinhas para a flora intestinal humana, permitindo a absorção de nutrientes que de outra forma o corpo humano não conseguiria digerir, indica um estudo publicado na revista científica Nature.
Segundo os pesquisadores da Universidade Pierre et Marie Curie (UPMC), em Paris, ao comer as algas, as pessoas também ingerem bactérias marinhas que contêm o código genético para secretar uma enzima digestiva capaz de "quebrar" as algas em moléculas menores.
Os cientistas apontam que esses gentes são benéficos para o ser humano, porque permitem a absorção de nutrientes das algas que provavelmente não poderiam ser digeridos de outra forma.
Para os especialistas, a descoberta mostra que os alimentos e a maneira como os preparamos têm o potencial de influenciar a flora intestinal do homem.
Em outro artigo publicado na mesma edição da Nature, o microbiologista americano Justin Sonnenburg, da Universidade de Stanford, destaca que o estudo francês mostra ainda a importância de as bactérias da flora humana se adaptarem às constantes mudanças da nossa dieta e nosso ambiente.
Flora
A equipe de cientistas da UPMC, liderada por Jan-Hendrik Hehermann, conseguiu isolar uma nova enzima digestiva encontrada em bactérias que vivem nas algas vermelhas Porphyra, entre as quais está o nori, usado nos sushis.
Examinando centenas de bases de dados genéticas para tentar descobrir onde mais poderiam encontrar essa enzima, os cientistas a acharam em bactérias intestinais de um grupo de 13 japoneses.
"Cinco dessas 13 pessoas tinham este mesmo gene em sua flora intestinal. E o resto apresentou genes similares que codificam enzimas semelhantes", explicou Mirjam Czjzek, também da UPMC.
"Quando examinamos o estudo genômico da flora intestinal de um grupo de americanos, vimos que nenhum deles apresentou o mesmo gene."
Segundo Czjzek, a rota "mais provável" para as bactérias marinhas chegarem ao intestino é a ingestão das algas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100408_sushigenesml.shtml
Mídia veicula visão otimista sobre o câncer
12 de abril de 2010 (Bibliomed). O câncer constitui um tema comumente noticiado pela mídia. Aproximadamente metade dos norte-americanos com câncer morre em decorrência da doença ou de complicações relacionadas. Entretanto, não se sabe se as notícias da mídia refletem esta realidade.
A revista Archives of Internal Medicine publicou em seu último número um estudo realizado na Universidade da Pensilvânia (EUA) que avaliou a cobertura da mídia quanto ao tratamento e aos desfechos do câncer. Foram avaliados 8 jornais e 5 revistas de grande impacto, sendo encontrados 436 artigos sobre câncer; 32,1% dos artigos enfocaram a sobrevida e apenas 7,6% abordaram a mortalidade.
Nos resultados observados, apenas 13,1% dos artigos relataram que os tratamentos agressivos para o câncer podem falhar e 30% afirmaram que os tratamentos agressivos podem resultar em efeitos adversos. Embora a maioria dos artigos (57,1%) tenha discutido exclusivamente os tratamentos agressivos, quase nenhum (0,5%) abordou o tema cuidados paliativos exclusivamente e apenas poucos (2,5%) discutiram ambos os temas. Estes dados indicam que as reportagens sobre o câncer discutem frequentemente tratamentos agressivos e sobrevida, mas raramente abordam falha terapêutica, efeitos adversos, cuidados paliativos ou morte.
Segundo os autores, esta representação do câncer na mídia pode fornecer aos pacientes uma visão inapropriadamente otimista sobre tratamento, desfechos e prognóstico do câncer.
Fonte: Archives of Internal Medicine, Volume 170, Number 6, 2010, Pages 515-518.
Copyright © 2010 Bibliomed, Inc.
http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=7579&mode=browse
A revista Archives of Internal Medicine publicou em seu último número um estudo realizado na Universidade da Pensilvânia (EUA) que avaliou a cobertura da mídia quanto ao tratamento e aos desfechos do câncer. Foram avaliados 8 jornais e 5 revistas de grande impacto, sendo encontrados 436 artigos sobre câncer; 32,1% dos artigos enfocaram a sobrevida e apenas 7,6% abordaram a mortalidade.
Nos resultados observados, apenas 13,1% dos artigos relataram que os tratamentos agressivos para o câncer podem falhar e 30% afirmaram que os tratamentos agressivos podem resultar em efeitos adversos. Embora a maioria dos artigos (57,1%) tenha discutido exclusivamente os tratamentos agressivos, quase nenhum (0,5%) abordou o tema cuidados paliativos exclusivamente e apenas poucos (2,5%) discutiram ambos os temas. Estes dados indicam que as reportagens sobre o câncer discutem frequentemente tratamentos agressivos e sobrevida, mas raramente abordam falha terapêutica, efeitos adversos, cuidados paliativos ou morte.
Segundo os autores, esta representação do câncer na mídia pode fornecer aos pacientes uma visão inapropriadamente otimista sobre tratamento, desfechos e prognóstico do câncer.
Fonte: Archives of Internal Medicine, Volume 170, Number 6, 2010, Pages 515-518.
Copyright © 2010 Bibliomed, Inc.
http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=7579&mode=browse
domingo, 4 de abril de 2010
Cientistas propõem imposto sobre açúcar para reduzir consumo de doces
Claudia Varejão Wallin
De Estocolmo para a BBC Brasil
O país tem o índice mais alto de consumo de balas e doces do mundo
Cientistas do prestigiado Instituto Karolinska, da Suécia, decidiram propor a criação de um "imposto do açúcar" no país, a fim de reduzir o índice de consumo de balas e doces pela população – que seria, segundo eles, o mais alto do mundo.
"Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar, e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras", dizem os pesquisadores, em artigo publicado nesta semana no jornal sueco Dagens Nyheter.
O texto afirma que os suecos são os maiores consumidores globais de balas, doces e chocolates. O total seria de quase 17 quilos por pessoa ao ano. Também a cada ano, os suecos consomem em média 90 litros de refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar.
Em entrevista à BBC Brasil, o cientista Lennart Levi, um dos autores do artigo e também deputado do Parlamento sueco, afirmou que levará a proposta de criação do imposto do açúcar ao governo sueco. Segundo ele, o objetivo central é alertar as pessoas sobre as consequências graves do alto consumo de açúcar:
"As pessoas gostam de coisas doces, mas é impressionante a ignorância generalizada de que o consumo elevado de balas, doces, refrigerantes e bebidas à base de açúcar representam uma exposição desnecessária ao risco de morte prematura como resultado de diabetes, câncer e ataques cardíacos", ressaltou Levi, Professor Emérito do Instituto Karolinska.
'Proposta realista'
Segundo ele, não se trata de proibir, e sim reduzir o consumo de açúcar. De acordo com os cientistas, o exemplo do tabaco e do fumo é prova do êxito da iniciativa de aplicar mecanismos de preço e impostos para reduzir o consumo.
Na Suécia, a introdução de altas taxas sobre os cigarros fez o país conquistar um dos mais baixos índices de fumantes do mundo, em torno de 12% da população.
"O governo tem vários instrumentos à sua disposição para alterar padrões indesejáveis de consumo: informação, impostos e subvenções, leis e normas, apoio direto, pesquisa científica e educação. No trabalho contra o consumo de cigarros e álcool, o governo usou todos estes instrumentos. O mesmo deve ser feito contra a obesidade e seus riscos", diz o artigo, observando que os preços de balas e refrigerantes não aumentaram tanto quanto os de frutas e verduras entre 1985 e 2008.
Para Lennart Levi, a proposta do imposto sobre o açúcar é “realista”.
"Não é nada muito dramático. Basta introduzir um elevado imposto sobre balas, doces, refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar", disse ele.
No artigo do jornal Dagens Nyheter, os autores indicam que Noruega, Dinamarca e Islândia já introduziram algum tipo de imposto sobre refrigerantes e determinados alimentos de alto teor de açúcar, e que a Finlândia planeja fazer o mesmo ainda este ano.
Na Suécia, de acordo com os autores do artigo, a população consome o dobro da média europeia de balas e doces.
Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Saúde Pública da Suécia (Folkhälsöinstitutet), mais de dez por cento da população adulta do país é classificada como obesa. Entre as crianças, o índice é de três a cinco por cento - o dobro dos números registrados em 1990.
O artigo observa ainda que, de acordo com a Agência Nacional de Alimentos (Livsmedelsverket), quase 25 por cento da energia consumida por crianças de até 15 anos de idade provém de alimentos ricos em gordura e açúcar e de baixo teor de nutrição.
"É claro que praticar exercícios é importante, mas na realidade a questão é reduzir o consumo deste tipo de alimentos", observa o artigo.
Além de Lennart Levi, o artigo é assinado pelos cientistas Claude Marcus e Stephan Rössner. O artigo teve ainda a contribuição de André Persson e Thomas Hedlund, autores do popular livro Godis år folket ("Balas para o povo", em tradução livre).
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100401_imposto_acucar_cv_np.shtml
De Estocolmo para a BBC Brasil
O país tem o índice mais alto de consumo de balas e doces do mundo
Cientistas do prestigiado Instituto Karolinska, da Suécia, decidiram propor a criação de um "imposto do açúcar" no país, a fim de reduzir o índice de consumo de balas e doces pela população – que seria, segundo eles, o mais alto do mundo.
"Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar, e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras", dizem os pesquisadores, em artigo publicado nesta semana no jornal sueco Dagens Nyheter.
O texto afirma que os suecos são os maiores consumidores globais de balas, doces e chocolates. O total seria de quase 17 quilos por pessoa ao ano. Também a cada ano, os suecos consomem em média 90 litros de refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar.
Em entrevista à BBC Brasil, o cientista Lennart Levi, um dos autores do artigo e também deputado do Parlamento sueco, afirmou que levará a proposta de criação do imposto do açúcar ao governo sueco. Segundo ele, o objetivo central é alertar as pessoas sobre as consequências graves do alto consumo de açúcar:
"As pessoas gostam de coisas doces, mas é impressionante a ignorância generalizada de que o consumo elevado de balas, doces, refrigerantes e bebidas à base de açúcar representam uma exposição desnecessária ao risco de morte prematura como resultado de diabetes, câncer e ataques cardíacos", ressaltou Levi, Professor Emérito do Instituto Karolinska.
'Proposta realista'
Segundo ele, não se trata de proibir, e sim reduzir o consumo de açúcar. De acordo com os cientistas, o exemplo do tabaco e do fumo é prova do êxito da iniciativa de aplicar mecanismos de preço e impostos para reduzir o consumo.
Na Suécia, a introdução de altas taxas sobre os cigarros fez o país conquistar um dos mais baixos índices de fumantes do mundo, em torno de 12% da população.
"O governo tem vários instrumentos à sua disposição para alterar padrões indesejáveis de consumo: informação, impostos e subvenções, leis e normas, apoio direto, pesquisa científica e educação. No trabalho contra o consumo de cigarros e álcool, o governo usou todos estes instrumentos. O mesmo deve ser feito contra a obesidade e seus riscos", diz o artigo, observando que os preços de balas e refrigerantes não aumentaram tanto quanto os de frutas e verduras entre 1985 e 2008.
Para Lennart Levi, a proposta do imposto sobre o açúcar é “realista”.
"Não é nada muito dramático. Basta introduzir um elevado imposto sobre balas, doces, refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar", disse ele.
No artigo do jornal Dagens Nyheter, os autores indicam que Noruega, Dinamarca e Islândia já introduziram algum tipo de imposto sobre refrigerantes e determinados alimentos de alto teor de açúcar, e que a Finlândia planeja fazer o mesmo ainda este ano.
Na Suécia, de acordo com os autores do artigo, a população consome o dobro da média europeia de balas e doces.
Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Saúde Pública da Suécia (Folkhälsöinstitutet), mais de dez por cento da população adulta do país é classificada como obesa. Entre as crianças, o índice é de três a cinco por cento - o dobro dos números registrados em 1990.
O artigo observa ainda que, de acordo com a Agência Nacional de Alimentos (Livsmedelsverket), quase 25 por cento da energia consumida por crianças de até 15 anos de idade provém de alimentos ricos em gordura e açúcar e de baixo teor de nutrição.
"É claro que praticar exercícios é importante, mas na realidade a questão é reduzir o consumo deste tipo de alimentos", observa o artigo.
Além de Lennart Levi, o artigo é assinado pelos cientistas Claude Marcus e Stephan Rössner. O artigo teve ainda a contribuição de André Persson e Thomas Hedlund, autores do popular livro Godis år folket ("Balas para o povo", em tradução livre).
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100401_imposto_acucar_cv_np.shtml
Algas marinhas podem reduzir obesidade
Fibra da alga marinha pode ajudar corpo a absorver menos gordura
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha afirma que algas marinhas podem ser usadas para combater a obesidade.
A equipe de cientistas da Universidade de Newcastle descobriu que os alginatos, uma fibra extraída das algas, ajudam o corpo a reduzir a absorção de gordura em até 75%. O índice é melhor do que a maioria dos tratamentos contra obesidade.
Os cientistas estão fazendo testes com a fibra adicionada a pão, para determinar o efeito que ela teria em uma dieta normal.
"Essa pesquisa sugere que se nós podemos adicionar fibras naturais a produtos usados diariamente, como pães, biscoitos e iogurtes, até três quartos da gordura contida em uma refeição podem passar diretamente pelo corpo", afirma Iain Brownlee, da equipe de pesquisadores de Newcastle.
"Nós já adicionamos o alginato ao pão e testes iniciais de gosto têm sido extremamente animadores."
Estômago artificial
Os cientistas usaram um "estômago artificial" para testar a eficácia dos 60 tipos diferentes de fibras naturais ao medir o quanto cada um afeta a digestão da gordura. O estômago artificial é um aparelho que replica as reações físicas e químicas do estômago humano.
As descobertas foram apresentadas na Sociedade Americana de Química, durante uma conferência em San Francisco, nos Estados Unidos.
"Há inúmeros relatos de curas milagrosas para se perder peso, mas apenas alguns poucos casos têm evidência científica sólida para amparar esses relatos."
Alginatos já são atualmente adicionados a alguns alimentos em pequenas quantidades, para aumentar a sua consistência.
Para o diretor do National Obesity Fórum (NOF), uma entidade britânica que reúne médicos e estudiosos, a descoberta é "interessante".
"A pesquisa parece interessante, mas nós só podemos começar a recomendar [as algas] se os cientistas conseguirem gerar boas provas após testes rigorosos."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/03/100322_alga_gordura_dg.shtml
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha afirma que algas marinhas podem ser usadas para combater a obesidade.
A equipe de cientistas da Universidade de Newcastle descobriu que os alginatos, uma fibra extraída das algas, ajudam o corpo a reduzir a absorção de gordura em até 75%. O índice é melhor do que a maioria dos tratamentos contra obesidade.
Os cientistas estão fazendo testes com a fibra adicionada a pão, para determinar o efeito que ela teria em uma dieta normal.
"Essa pesquisa sugere que se nós podemos adicionar fibras naturais a produtos usados diariamente, como pães, biscoitos e iogurtes, até três quartos da gordura contida em uma refeição podem passar diretamente pelo corpo", afirma Iain Brownlee, da equipe de pesquisadores de Newcastle.
"Nós já adicionamos o alginato ao pão e testes iniciais de gosto têm sido extremamente animadores."
Estômago artificial
Os cientistas usaram um "estômago artificial" para testar a eficácia dos 60 tipos diferentes de fibras naturais ao medir o quanto cada um afeta a digestão da gordura. O estômago artificial é um aparelho que replica as reações físicas e químicas do estômago humano.
As descobertas foram apresentadas na Sociedade Americana de Química, durante uma conferência em San Francisco, nos Estados Unidos.
"Há inúmeros relatos de curas milagrosas para se perder peso, mas apenas alguns poucos casos têm evidência científica sólida para amparar esses relatos."
Alginatos já são atualmente adicionados a alguns alimentos em pequenas quantidades, para aumentar a sua consistência.
Para o diretor do National Obesity Fórum (NOF), uma entidade britânica que reúne médicos e estudiosos, a descoberta é "interessante".
"A pesquisa parece interessante, mas nós só podemos começar a recomendar [as algas] se os cientistas conseguirem gerar boas provas após testes rigorosos."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/03/100322_alga_gordura_dg.shtml
Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína
Pesquisa mostrou efeitos de alimentos gordurosos no cérebro
Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Prazer
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer – como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/03/100329_gordura_vicio_dg.shtml
Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Prazer
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer – como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/03/100329_gordura_vicio_dg.shtml
terça-feira, 30 de março de 2010
Fogo e flexibilidade
Fogo e flexibilidade definem dieta humana, dizem cientistas
Dietas de alto valor nutritivo tornaram-se necessárias para sustentar as exigências energéticas do cérebro
13 de fevereiro de 2009
Richard Wrangham já provou praticamente todas as coisas que os chimpanzés comem na África, e uma vez pensou na hipótese de descobrir se conseguiria viver dessa dieta. "Percebi que ia passar um bocado de fome", disse ele. "Seria difícil para um ser humano sobreviver numa dieta de chimpanzé". A assinatura da dieta humana é o cozimento, disse ele numa reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS). Ao alterar a forma de amidos, gorduras e proteínas, o cozimento concentra nutrientes nos alimentos, disse ele e a um painel que debateu os hábitos alimentares dos primeiros seres humanos. Alinhados sobre a mesa estavam vários crânios antigos, provas do desgaste causado pelas comidas primitivas, sorrindo para a plateia. O que nossos antepassados mais remotos comiam é, há tempos, assunto de especulação entre antropólogos como Wrangham, da Universidade Harvard. cada vez mais evidências trazem pistas sobre a dieta primordial. "O marco da dieta humana é flexibilidade, a capacidade de encontrar ou criar uma refeição em qualquer ambiente", disse o antropólogo William Leonard, da Universidade Northwestern. Dietas de alto valor nutritivo tornaram-se necessárias para que os seres humanos pudessem satisfazer as crescentes exigências energéticas de um grande cérebro. Os elementos essenciais da dieta humana têm densidade nutricional muito maior que os de outros primatas, que conseguem subsistir de folhas e frutos, disse ele. O tamanho e formato da mandíbula, e o desgaste dos dentes podem nos dizer muito sobre o que os povos antigos comiam, disse Peter Ungar, da Universidade de Arkansas.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,fogo-e-flexibilidade-definem-dieta-humana-dizem-cientistas,323547,0.htm
Dietas de alto valor nutritivo tornaram-se necessárias para sustentar as exigências energéticas do cérebro
13 de fevereiro de 2009
Richard Wrangham já provou praticamente todas as coisas que os chimpanzés comem na África, e uma vez pensou na hipótese de descobrir se conseguiria viver dessa dieta. "Percebi que ia passar um bocado de fome", disse ele. "Seria difícil para um ser humano sobreviver numa dieta de chimpanzé". A assinatura da dieta humana é o cozimento, disse ele numa reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS). Ao alterar a forma de amidos, gorduras e proteínas, o cozimento concentra nutrientes nos alimentos, disse ele e a um painel que debateu os hábitos alimentares dos primeiros seres humanos. Alinhados sobre a mesa estavam vários crânios antigos, provas do desgaste causado pelas comidas primitivas, sorrindo para a plateia. O que nossos antepassados mais remotos comiam é, há tempos, assunto de especulação entre antropólogos como Wrangham, da Universidade Harvard. cada vez mais evidências trazem pistas sobre a dieta primordial. "O marco da dieta humana é flexibilidade, a capacidade de encontrar ou criar uma refeição em qualquer ambiente", disse o antropólogo William Leonard, da Universidade Northwestern. Dietas de alto valor nutritivo tornaram-se necessárias para que os seres humanos pudessem satisfazer as crescentes exigências energéticas de um grande cérebro. Os elementos essenciais da dieta humana têm densidade nutricional muito maior que os de outros primatas, que conseguem subsistir de folhas e frutos, disse ele. O tamanho e formato da mandíbula, e o desgaste dos dentes podem nos dizer muito sobre o que os povos antigos comiam, disse Peter Ungar, da Universidade de Arkansas.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,fogo-e-flexibilidade-definem-dieta-humana-dizem-cientistas,323547,0.htm
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