09 de Agosto de 2004
A incidência de câncer em crianças com até 15 anos aumentou nos últimos 30 anos na cidade de São Paulo, segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Entre os meninos, o crescimento foi de 73% e, entre as meninas, 61%. A explicação, de acordo com o estudo, pode estar associada a causas genéticas e a exposição dos pais a fatores de risco, como substâncias químicas, cigarro e álcool.
De acordo com a pesquisa, em 1969 a incidência foi de 128,5 casos em cada 1 milhão de meninos e 120,9 em cada 1 milhão de meninas. No período entre 1997 e 1998, os números subiram para 222,5 e 195 para cada 1 milhão, respectivamente.
A maior ocorrência entre o sexo masculino ainda não é bem explicada e ocorre também em outros países, segundo a publicação. Vimos que houve mesmo um aumento da incidência. Além do fator genético, que tem influência, tudo leva a supor que seja também por uma maior exposição dos pais a fatores de risco. Profissões que lidam diariamente com derivados de petróleo, solventes, inseticidas e chumbo podem interferir. Durante a gestação, o uso de alguns tipos de medicamentos, de tabaco, álcool e maconha também, afirma o médico
Antonio Pedro Mirra, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador do grupo que fez a pesquisa.
O estudo listou os principais tipo de tumores que mais afetam essa população. Por estarem em desenvolvimento, são mais freqüentes as leucemias, linfomas e tumores nos sistemas nervoso e ósseo. Dentre esses, a faixa mais propensa a desenvolver um câncer é de 0 a 4 anos. Já nos adultos, que enfrentam um processo degenerativo, ocorre uma predominância dos tumores de pulmão, estômago, intestino e próstata.
Para Mirra, o resultado é importante para chamar a atenção dos médicos e da sociedade para a necessidade de eliminar ou minimizar a exposição a esses fatores de risco. Os outros dois passos para a diminuição desses números, segundo o pesquisador, seriam aumentar o diagnóstico precoce e prolongar a sobrevida dos pacientes, com tratamentos adequados.
(O Estado de S.Paulo)
http://aprendiz.uol.com.br/content/pinupricro.mmp
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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